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Setembro Amarelo: Guia de prevenção ao suicídio.

September 2, 2019

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Setembro Amarelo: Guia de prevenção ao suicídio.

September 2, 2019

 

Suicídio é um problema complexo para o qual não existe uma única causa ou uma única razão. Ele resulta de uma complexa interação de fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais, culturais e ambientais.

 

É difícil explicar porque algumas pessoas decidem cometer suicídio, enquanto outras em situação similar ou pior não o fazem. Contudo a maioria dos suicídios pode ser prevenida.

 

Suicídio é agora uma grande questão de Saúde Pública em todos os países.

 

 

SUICÍDIO E TRANSTORNOS MENTAIS

 

Estudos tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento revelam dois importantes fatores relacionados ao suicídio.

 

Primeiro, a maioria das pessoas que cometeu suicídio tem um transtorno mental diagnosticável.

 

Segundo, suicídio e comportamento suicida são mais freqüentes em pacientes psiquiátricos.

 

Esses são os grupos diagnósticos, em ordem decrescente de risco de:

 

• depressão (todas as formas);

 

• transtorno de personalidade (anti-social e borderline com traços de impulsividade, agressividade e freqüentes alterações do humor);

 

• alcoolismo (e/ou abuso de substância em adolescentes);

 

• esquizofrenia;

 

• transtorno mental orgânico.

 

Apesar de a maioria das pessoas com risco de suicídio presentarem transtorno mental, a maioria não procura um profissional de saúde mental, mesmo em países desenvolvidos. 

 

DEPRESSÃO

 

Depressão é o diagnóstico mais comum em suicídios consumados.

 

Todos sentem-se deprimidos, tristes, solitários e instáveis de tempos em tempos, mas marcadamente esses sentimentos passam.

 

Contudo, quando os sentimentos são persistentes e interferem na vida normal, usual da pessoa, eles tornam-se sentimentos depressivos e levam a um de transtorno depressivo.

 

Alguns dos sintomas comuns de depressão são:

 

• sentir-se triste durante a maior parte do dia, diariamente;

• perder o interesse em atividades rotineiras;

• perder peso (quando não em dieta) ou ganhar peso;

• dormir demais ou de menos ou acordar muito cedo;

• sentir-se cansado e fraco o tempo todo;

• sentir-se inútil, culpado e sem esperança;

• sentir-se irritado e cansado o tempo todo;

• sentir dificuldade em concentrar-se, tomar decisões ou lembrar-se das coisas;

• ter pensamentos freqüentes de morte e suicídio.

 

PORQUE A DEPRESSÃO É IGNORADA

 

Apesar de uma grande variedade de tratamentos estarem disponíveis para depressão, existem muitas razões para que esta doença seja freqüentemente não diagnosticada:

 

• As pessoas freqüentemente ficam constrangidas em admitir que estão deprimidas, porque vêem os sintomas como um “sinal de fraqueza”.

 

• As pessoas estão familiarizadas com os sentimentos associados à depressão e, então, não são capazes de reconhecê-los como doença.

 

• A depressão é mais difícil de diagnosticar quando a pessoas tem outra doença física.

 

• Pacientes com depressão podem apresentar-se com uma ampla variedade de dores e queixas vagas.

 

ALCOOLISMO

 

• Cerca de um terço dos casos de suicídio estão ligados à dependência do álcool;

• 5 – 10% das pessoas dependentes de álcool terminam sua vida pelo suicídio;

• No momento do ato suicida muitos se apresentam sob a influência do álcool.

 

Caracteristicamente, pessoas com problemas relacionados ao álcool que cometem suicídio são preferencialmente as que:

 

• iniciaram o consumo de álcool em idade bem jovem;

• vêm consumindo álcool por um longo período;

• bebem em grandes quantidades;

• têm uma saúde física pobre;

• sentem-se deprimidas;

• têm vidas pessoais perturbadas e caóticas;

• sofreram uma grande perda interpessoal recente, como separação da mulher e/ou família, divórcio ou perda da pessoa amada;

• têm um desempenho limitado no trabalho.

 

Pessoas dependentes de álcool que cometem suicídio não só começam a beber em idade precoce e bebem intensamente, como também vêm de famílias de alcoolistas.

 

Abuso de substâncias químicas tem sido encontrado cada vez mais em adolescentes que começam a ter com comportamentos suicidas.

 

ESQUIZOFRENIA

 

Aproximadamente 10% dos esquizofrênicos acabam cometendo suicídio.

 

Esquizofrenia é caracterizada por distúrbios na fala, pensamento, audição ou visão, higiene pessoal e comportamento social.

 

Em resumo, por uma mudança drástica no comportamento e/ou sentimentos, ou por idéias estranhas.

 

Esquizofrênicos têm um aumento no risco de suicídio se eles:

 

• são jovens, solteiros, homens desempregados;

• estão nos estágios iniciais da doença;

• encontram-se deprimidos;

• propensos a recaídas freqüentes;

• altamente instruídos;

• paranóides (cismados).

 

Esquizofrênicos são mais propensos ao suicídio nos seguintes períodos:

 

• nos estágios iniciais da doença, quando estão confusos e/ou perplexos; A presença conjunta de alcoolismo e depressão em um indivíduo aumenta enormemente o risco de suicídio

 

• no início da recuperação, quando externamente seus sintomas estão melhores mas internamente eles sentem-se vulneráveis;

 

• no início de uma recaída, quando achavam que tinham superado o problema, mas os sintomas retornaram;

 

• logo que recebem alta hospitalar.

 

DOENÇAS FÍSICAS E SUICÍDIO

 

Alguns tipos de doenças físicas são associadas a um aumento das taxas de suicídio

 

Doenças Neurológicas Epilepsia - A impulsividade crescente, agressividade e incapacidade física crônica freqüentemente vistas em epilépticos são razões mais fortes para o aumento de comportamento suicida nestes pacientes. Alcoolismo e abuso de drogas contribuem para isto.

 

Trauma medular ou craniano e acidente vascular cerebral - Quanto mais graves as lesões, maior o risco de suicídio.

 

Câncer - Há indicações de que doença terminal (câncer) associa-se ao aumento das taxas de suicídio. O risco de suicídio é maior em: